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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sem quarteto, sem brilho?

O jogo de ontem contra o Criciúma pode revelar algo preocupante do atual elenco do São Paulo: a ausência do quarteto ofensivo repercutiu em mais uma atuação apática, bem diferente do que a evolução no Campeonato Brasileiro vinha mostrando. O resultado, não poderia ser diferente. Perdemos e agora contamos com a pressão no jogo de volta para não repetirmos o aconteceu na Copa do Brasil. A preocupação que fica é se o time depende unicamente da presença de Kaká e Ganso para jogar com garra e com sede de vitória.
Michel Bastos mostrou que se movimenta bem e Pato marcou mais uma vez, mas isso não foi suficiente para barrar o Criciúma. Entendo a decisão de Muricy de poupar Kaká e Ganso, visando a liderança no Brasileirão. Mas o time não pode depender disso para vencer. 
A vantagem do Criciúma para o jogo de volta não é algo intransponível, mas também não podemos esquecer que na Copa do Brasil fomos eliminados mesmo contando com a vantagem de poder perder por 1 gol. 
Que este episódio não se repita.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Fenômeno Muricy

São-paulinos, o tricolor felizmente parece estar em uma nova fase. Desta vez, uma fase que tem nos dado muita alegria. É importante procurarmos entender o que se passou. Dois meses atrás o São Paulo era um time perdedor, ladeira abaixo, rumo à série B do Brasileirão. Hoje, está em nono lugar no campeonato e tem boas chances ao defender seu título na Sulamericana. O que aconteceu? É simples, mas não sei se está totalmente claro para todos.

O time é o mesmo, os jogadores são os mesmos e nenhum deles é um grande craque. A forma de atuar não é nada de novo que ainda não tenha sido tentada. O que aconteceu? O fenômeno chama-se Muricy. E não é apenas o Muricy técnico, mas o Muricy homem com sua forma de ser e sua maneira de agir. Muricy não admite interferências no seu trabalho. Ele acalmou o ambiente entre os jogadores e o relacionamento entre eles e os dirigentes. Com isso conseguiu devolver a tranquilidade aos jogadores. E com a tranquilidade retornou a autoestima e veio a confiança. Esta é a grande mudança: o São Paulo não é mais um time acuado e medroso. Hoje os jogadores podem errar, mas sabem levantar a cabeça e seguir em frente. A tranquilidade e a confiança retornaram ao Morumbi. É só ver a maneira como Aluísio bateu as duas penalidades contra o Internacional. Absolutamente consciente, as duas no mesmo canto, porém uma baixa e outra alta, totalmente indefensáveis. Muricy, os são-paulinos estão gratos a você!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

É campeão!


São-paulinos, que alegria! Diante de um Morumbi lotado, o São Paulo conquistou a Copa Sulamericana. A festa só não foi mais bonita porque os jogadores do Tigre, num ato antidesportivo, não voltaram do vestiário para a etapa complementar, alegando falta de segurança para a continuidade da partida. Sendo assim, o trio de arbitragem resolveu encerrar a partida por W.O., e o São Paulo pôde se sagrar campeão.

Apesar de enfrentar um time limitado tecnicamente e que tinha uma única proposta de jogo – bater e alçar bolas na área – o São Paulo soube ter paciência e aos poucos foi quebrando a retranca argentina. Nem as pancadas dos adversários foram suficientes para brecar o setor ofensivo do Tricolor, que dominou completamente do meio pra frente e transformou as chances em gols. Destaque também para a aguerrida dupla de volante – Denílson e Wellington que além de apoiar, compuseram a defesa com precisão.

A verdade é que os argentinos apanharam na bola. O São Paulo jogou muito melhor, marcando dois belos gols. Meu destaque final fica por conta do menino Lucas, que honrou a camisa tricolor até o último minuto. Com certeza  ele fará muita falta ao São Paulo no próximo ano. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Catimba, destempero e um resultado razoável

São Paulinos,o jogo de ontem foi marcado por dois momentos distintos: o primeiro nos 13 minutos iniciais com a apresentação de um bom futebol e duas chances de gol e o segundo iniciado pelo destempero sem fundamento do Luís Fabiano, que invariavelmente fez com que o time mudasse a forma de jogar após sua justa expulsão. Tecnicamente há um abismo entre as duas equipes, mas emocionalmente o São Paulo deixou muito a desejar. Uma equipe que pretende aumentar sua sala de troféus com um título inédito não pode cair na catimba argentina. A atitude de Luis  Fabiano, como dito acima, merece reflexão séria por parte dele. A entrada de Cícero, que tinha a função de ser a referencia no ataque e recompor o meio de campo não surtiu efeito e o que se viu no segundo tempo foi um São Paulo acuado e sem nenhuma chance de gol. Sorte que o time argentino carece, e muito, de técnica, além de depender exclusivamente de bolas alçadas na área. A conivência do árbitro em lances mais ríspidos também beirou o absurdo. Contudo, para uma equipe que quer ser campeã e disputará a Libertadores do próximo ano, esse é um obstáculo mais do que conhecido e que deve ser superado. E nada melhor do que superar isso com gols. Menos mal que o resultado terminou empatado e acredito que no Morumbi as coisas possam ser diferentes. Só precisamos ter cuidado, pois como já disse, o time de Ney Franco tem muita dificuldade em jogar contra retrancas. Mas confio no São Paulo e estou otimista. Temos mais time e podemos ganhar, porém,  fica o alerta para ter a cabeça no lugar e calma na hora de matar o jogo.  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estamos na final da Sulamericana

São-paulinos, ontem, o São Paulo fez uma bonita exibição. Pelo lado da coreografia, a partida foi muito interessante de se ver. Mas se analisarmos sob a ótica da eficiência, o resultado diz tudo: o empate sem gols mostra que o atual esquema tático do São Paulo é eficiente contra times que jogam de igual para igual, porém, ainda temos enormes dificuldades para enfrentar retrancas bem armadas.
Mas, mesmo assim, este ano foi positivo, pois já estamos classificados para a Libertadores, feito que não conseguíamos há dois anos, e estamos na final da Sulamericana - desde 2006 não disputávamos uma final.
O jogo de ontem serviu para eu pensar uma coisa: como será o futuro do São Paulo sem Lucas? Ele não é apenas um grande jogador. Lucas vale não só pelo o que faz, mas, principalmente, pelo que intimida e requer atenção dos adversários. Por exemplo, se no jogo de ontem o juiz fosse no mínimo razoável, os chilenos teriam tido um ou dois jogadores expulsos. Sei que temos motivos para comemorar, mas temos que ficar atentos com 2013.       

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Empate que poderia ser goleada

São Paulinos, ontem assistimos a uma exibição fantástica do São Paulo no primeiro tempo. Marcando a saída de bola,  o time de Ney Franco não deixou a equipe chilena jogar. Destaco a boa atuação do meio de campo com Jadson, Wellington e Denilson. Além disso, Lucas desequilibrou a partida. Dá gosto ver esse menino jogar. Mas, apesar de estarmos jogando com objetividade, falhamos nas finalizações. Em outras palavras, perdemos inúmeras chances de gol. Já no segundo tempo, Lucas pediu para ser substituído. Com a entrada de Paulo Henrique Ganso, ainda sem ritmo de jogo, o time desacelerou. Para completar, o gol do Universidad Católica resultou de uma infeliz rebatida de Rodolfo. Bom, vamos esperar a partida de volta, na próxima semana, aqui no Morumbi. O time chileno é fraco e o SP não pode se complicar agora no segundo jogo. Temos tudo para conquistarmos essa vaga na final da Sulamericana.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Grande atuação na Sul-americana

São Paulinos, que bela apresentação assistimos ontem. E de quebra confirmamos nossa classificação para a semifinal da Sul-americana.O time de Ney Franco soube aproveitar a estratégia "kamikase" do Universidad de Chile, que desde o inicio partiu para o ataque sem se preocupar com a contraofensiva são-paulina. O resultado da desastrosa estratégia chilena já podia ser computado na primeira etapa: 3X0 para o São Paulo. No segundo tempo, Ney Franco sacou Luis Fabiano e Lucas, mas mesmo assim a equipe são- paulina ampliou a vantagem com os gols de Rafael Toloi e Jadson. Belo espetáculo. Agora é nos concentrarmos para a partida contra o Grêmio, no domingo. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

É preciso serenidade

São-paulinos, contra os equatorianos, o São Paulo jogou mal. O time errou muito, mas felizmente não sofremos maiores consequências. Em virtude do primeiro jogo, quando empatamos por 1 a 1, o 0 a 0 de ontem nos classificou para a próxima fase. Porém, a atuação na partida foi preocupante. Se jogarmos assim no sábado, contra o Sport, certamente, teremos dificuldades. E aí o efeito poderá ser a ameaça da nossa posição no G4, o que seria um grande prejuízo.

Embora muito fraco, o LDU de Loja jogou totalmente na defensiva. Eles bloquearam sua área sempre com oito jogadores e, às vezes, mais. Ficou claro antes do final do primeiro tempo que precisávamos mexer na equipe. Mas, voltamos para a segunda etapa com a mesma formação. Por que, contra um time tão fraco, continuamos jogando com dois volantes? Wellington já tinha cartão amarelo e ontem estava muito "nervosinho", então, porque mantê-lo? Por que não ousar em uma formação mais agressiva, trocando o volante por um meia ou um atacante.

Ney falhou porque demorou muito e, ao mexer, na minha opinião, o fez equivocadamente. Acho que ele errou ao escalar Willian José, mas Rogério também errou ao querer exercer a função de treinador. É preciso serenidade. Nossa situação tanto no campeonato quanto na Sul-americana ainda é muito boa. É preciso ter humildade para olharmos para nossos erros e corrigí-los. Se tivermos tranquilidade, determinação, garra e disciplina, vamos nos classificar para a Libertadores do próximo ano, talvez nos dois campeonatos!