segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Somando no sufoco

São-paulinos, é certo que em um campeonato por pontos corridos, nada é impossível. Faltando poucas rodadas para o fim, seguimos firmes na segunda colocação, com uma diferença ainda possível de ser ultrapassada. Ontem, mais uma vez aos trancos e barrancos, saímos com a vitória. Mas a que custo?

Passamos sufoco novamente e Muricy teve que recorrer a Kaká, que estava sendo poupado, para mudar a situação. Rogério Ceni mais uma vez fez a diferença com grandes defesas. Não fosse por isso, o placar seria outro.

Um ponto positivo para a equipe é que Luís Fabiano parece estar voltando ao bom ritmo e mostrou sua eficiência em finalizações e em passes importantes.

Idealizações à parte, reconhecemos que não há mais tempo para mostrar um futebol brilhante. Mas é preciso se impor. Na quarta-feira, contra o Internacional, a equipe não pode abrir espaço para conformismo e apatia. Se sair na frente no placar, tem que correr ainda para aumentar a diferença.

Não pedimos gols de letra, mas uma postura ofensiva até o apito final.

sábado, 8 de novembro de 2014

Guerra psicológica

São-paulinos, não me recordo, nos anos de glória do nosso time, ter visto uma guerra psicológica tão pesada quanto a que a equipe vem enfrentando ultimamente. E o pior, muitas vezes, provocada pela própria diretoria, que deveria ser a mais interessada em manter os jogadores em bom estado físico e mental. 

Desde a saída de Juvenal Juvêncio, com as lambanças provocadas por Aidar quando o time vivia o melhor momento no campeonato, o São Paulo passa por altos e baixos. 

Agora, quando avançamos na Sul-americana, as queixas são pelo volume de jogos. Na última partida contra o Emelec, por sermos impedidos de treinar no estádio na véspera, Muricy, com os ânimos aflorados, faz uma declaração leviana de que iriam entregar a vitória e voltar para casa. 

Voltando para casa, com mais uma fase garantida na competição, as queixas se voltam para o Campeonato Brasileiro e com a disponibilidade de voos para a partida na Colômbia, pela semifinal da Sul-americana. Não dá para entender. Para mim, parece que a diretoria quer somar problemas e desculpas para acabar mais um ano sem título. 

Desde quando o São Paulo não tem competência e estrutura para conciliar campeonatos paralelos, viagens e manter a harmonia interna? Assim como nós, vários outros times estão jogando diferentes competições. O Cruzeiro vem mantendo a liderança no Brasileiro e avançando na Copa do Brasil e não vejo reclamação de ninguém da equipe. 

Não podemos abrir espaço para isso. Futebol é razão, mas sem equilíbrio emocional, não chegamos a lugar algum.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Criticar para não se iludir

São-paulinos, é difícil criticar duramente um time após uma vitória tão importante como a de ontem. Mas é preciso, para que não tenhamos ilusões. O São Paulo continua sendo um time desequilibrado no seu conjunto e também no lado emocional. A defesa é um show de horrores, não apenas na qualidade dos jogadores, mas no posicionamento e no equilíbrio. 

Sobra medo e falta atenção no time inteiro. Se é para marcar, é melhor colocar outro jogador no lugar do Kaká. Ele se esforça, se doa para para o time, mas não é esse o seu forte. Além disso, não sei o que vem acontecendo com ele. Não consegue ganhar uma dividida sequer. Aliás, ontem, ninguém no time conseguiu dar conta das divididas. Perdemos todas. A falta de efetividade em contra-ataques também foi preocupante.

E não adianta culpar o excesso de jogos. O elenco é profissional e jovem. Tem que aguentar. O time do Emelec é fraco, pôs duas bolas na trave e várias para fora, rente ao gol. Isto sem contar as defesas do Rogério. Nossos gols só saíram nas duas únicas oportunidades que tivemos. O goleiro deles não fez uma única defesa. 

Depois do sufoco de ontem, a principal conclusão que podemos tirar neste momento é que Deus é São-paulino.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sem justificativas

Felizmente, saímos vitoriosos ontem. Mas o futebol apresentado pelo São Paulo, mais uma vez, deixou a desejar. O ritmo pesado imposto por duas competições em uma mesma semana não justifica uma atuação apática e medrosa diante de um time que luta contra o rebaixamento. 

Um gol nunca foi vantagem absoluta para se recorrer à postura de esfriar o jogo como fizeram ontem. Em vez de seguir ofensivo, para tentar aumentar a diferença, o que se viu foi um elenco morno, sem ação e sem jogadas efetivas.

De falha, nossa zaga virou espectadora. Não fosse a boa atuação de Rogério Ceni, o placar de ontem teria sido outro. Por muito pouco, não permitimos a derrota para o lanterna do campeonato. Em vez de ditarmos o ritmo do jogo, tivemos que correr atrás do resultado para sairmos com os três pontos. 

Continuamos vivos na disputa pelo título, mas esta semana ainda vai exigir muito da equipe, com o jogo de volta contra o Emelec nesta quarta-feira. 

Vamos torcer para que além da classificação para a semifinal da Sul-americana, a equipe se mantenha firme para o jogo de domingo pelo Brasileirão. E o mais importante, que o São Paulo volte a se impor como um grande time.