quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quando perdemos a Sul-Americana

Acredito que para grande parte dos são-paulinos, o placar de ontem foi injusto. Tínhamos tudo ao nosso favor: casa cheia, torcida motivada, elenco com garra, domínio da partida e um gol no placar. Mas a magia do futebol envolve também sair derrotado de um jogo como este. 

Fugindo do clichê de que pênalti é loteria, para mim, o São Paulo perdeu a vaga no jogo de ida, na Colômbia. Muito pior do que a infelicidade de Alan Kardec ou a ingenuidade de Rafael Toloi nas cobranças de ontem, foi a postura que o time adotou na semana passada. 

Com toques de bola para o lado e para trás, jogadas lentas, erros de passes, falta de criatividade no meio campo e a falta de eficiência no ataque, o São Paulo jogou a partida de ida como se estivesse com uma enorme vantagem no placar enquanto o jogo ainda estava no zero a zero. 

Depois que sofreu o gol, o time  de Muricy degringolou de vez com o sufoco na zaga e com o ataque afobado. Foi aí que perdemos a Sul-Americana.

Sobre ontem, o São Paulo caiu de pé e isso foi reconhecido pela torcida presente, que continuou no estádio gritando e aplaudindo o elenco. Outro título nos escapou este ano e agora, o que nos resta é avaliar o que precisa ser corrigido para fazer diferente no ano que vem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Balanço geral

São-paulinos, nesta altura do campeonato temos o que comemorar. Enfim, a classificação para a Libertadores. Com a remota chance de segurarmos a decisão do Brasileiro por mais uma rodada, não podíamos esperar outra coisa do São Paulo ontem. Muricy precisava poupar titulares com o foco na Copa Sul-americana. 

Mas confesso que mesmo com o time reserva, o futebol apresentado ontem me incomodou. Principalmente pela falta de disposição, de garra e de vontade que os jogadores transpareceram durante toda a partida. Mesmo com Pato em campo, ou com a entrada de Luís Fabiano, pouco foi feito. No geral, o time estava desencontrado. Não se via entrosamento e foram inúmeras as falhas no ataque e na defesa, deixando o jogo feio de se ver.

Após a rodada de ontem, precisamos reconhecer a excelente campanha do Cruzeiro, que demonstrou garra e equilíbrio durante toda a competição. Mas, como são-paulinos, também precisamos avaliar o que faltou para este título ser nosso.

Sei que após o desempenho do ano passado, quando estivemos bem abaixo na tabela, inclusive com ameaças de rebaixamento, o segundo lugar em um campeonato tão competitivo e imprevisível como o Brasileiro é um grande trunfo. Entretanto, chegamos perto, tivemos a liderança em nossas mãos e por diversas vezes deixamos escapar. 

Para mim, o principal responsável pelo nosso “quase” foi o desequilíbrio – tanto tático quanto emocional. A chegada de Muricy ao time e os reforços no ataque prometiam a volta do nosso São Paulo áureo, guerreiro e vencedor. Mas chegamos ao fim do campeonato sem que o elenco se ajustasse como devia. 

Em primeiro lugar, desde o início do campeonato, a zaga não passou confiança. Mal posicionada, lenta e com tiradas de bola um tanto desastrosas, o que prevaleceu na nossa defesa foi o sufoco. Por diversas vezes nos livramos da derrota graças à atuação de Rogério Ceni. 

Ajustado o ataque, com a formação do quarteto Kaká, Alan Kardec, Alexandre Pato e Ganso, tivemos dificuldade em manter o nível quando um destes desfalcava o time. E quando tudo parecia estar bem, quando chegamos ao melhor momento no campeonato, o São Paulo passa por turbulências administrativas, que, ao meu ver sim, contribuíram para a mudança na postura do elenco dentro de campo. 

Vencemos o Cruzeiro em um confronto direto, decisivo para a liderança. Mas com lambanças da diretoria, o time voltou a atuar de forma irregular. Tivemos grandes lances neste campeonato. Jogos eletrizantes para, três dias depois atuarmos de forma apática e sem brilho. Assim, cada empate cedido e cada vitória desperdiçada cobraram seu preço na conta final do campeonato.

É certo que o ano ainda não está perdido. Com tantos altos e baixos, garantimos a classificação na Libertadores e ainda estamos vivos na Copa Sul-Americana. Mas espero, independentemente dos rumos que esta última competição pode chegar, que nossos pontos fracos sejam trabalhados para voltarmos a erguer taças no ano que vem.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O jogo dos erros

Acredito que quem assistiu ao jogo ontem não conseguiu entender a postura do São Paulo. Na partida de ida, fora de casa, fazer pelo menos um gol pode aumentar consideravelmente as chances para a classificação. Mas o time ontem não foi suficientemente obstinado.  

Passada a pressão inicial, natural quando se está fora de casa, parecia que o time iria se posicionar bem para reagir e dominar o jogo. Entretanto, alguns minutos depois, com poucas chances criadas, o São Paulo abriu espaço novamente para a apatia e para o desequilíbrio. Enquanto há empate, não há jogo sob controle e assim, num conjunto de erros bobos, levamos o gol.

No segundo tempo, o SPFC não conseguiu manter seu nível, não conseguia dominar nem trabalhar a bola e muito menos, criar jogadas. Lento, perdendo as divididas, cansado e com baixo desempenho técnico, o time deu mais confiança ao adversário. O que era pressão natural quando se está fora de casa virou sufoco e por isso, acabamos perdendo esta importante partida.

Aguardamos o jogo de volta com a obrigação de fazer dois gols. Estaremos em casa, com o apoio da torcida. Mas se não houver determinação e garra em campo, como ontem, o resultado não será positivo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Reta final

São-paulinos, é bom ver que o resultado do jogo contra o Internacional e a vitória do Cruzeiro sobre o Santos não interferiram na atuação do São Paulo ontem. Apesar da difícil situação que o Palmeiras vem enfrentando, um clássico nunca é fácil. E ontem, o elenco soube se impor.

É verdade que, em partes, a morosidade parecia que iria dominar o ritmo do jogo. Mas a boa fase que Luís Fabiano está apresentando foi importante para aquecer as jogadas.

Entretanto, como ainda estamos longe de apresentar um futebol brilhante, até o segundo gol, a defesa abriu espaço para o sufoco. Mais uma vez, se não fosse a atuação de Rogério Ceni, o resultado seria outro e a distância para o Cruzeiro, impossível de se alcançar.  A apatia e a falta de determinação de alguns jogadores ficaram evidentes e todas as divididas foram ganhas pelo Palmeiras, que demonstrou garra e determinação para lutar.

Muricy precisa olhar para isso. O São Paulo tem qualidade, mas é preciso espírito valente e determinação para a luta. Precisamos manter o foco para a partida de ida da Sul-Americana e  não deixar o entusiasmo da vitória de ontem esfriar nesta reta final do Brasileiro.