segunda-feira, 9 de junho de 2014

Treino é Treino

Eu me sinto neste momento como uma criança que vai à Disney de quatro em quatro anos. Adoro futebol e estou me preparando para ver todos os jogos da primeira fase. Mas me entristecem as manifestações e, mais ainda, as dificuldades da população nesses últimos dias, gerando um clima tenso no país que não condiz com o clima de início de Mundial, ainda mais jogado aqui.

Esse clima pesado já afeta o desempenho da seleção em campo, como vimos no amistoso no Morumbi e nas declarações dos próprios jogadores.

O desempenho nos jogos será diferente do dos amistosos contra Panamá e Sérvia. Afinal, treino é treino, jogo é jogo. Tenho confiança no Felipão, sei que ele tem o time na mão e está de olho. Mas estou preocupado.

No jogo contra o Panamá, não deu para tirar conclusões porque o adversário era muito fraco. Contra a Sérvia, fiquei apreensivo. Não pelo magro 1 a 0. A Sérvia teve três oportunidades claras de gol por falhas da nossa defesa. Não podemos cometer tantas falhas de posicionamento com dois zagueiros de tanta categoria como Thiago Silva e David Luiz e com o eficiente Luiz Gustavo como cabeça de área de contenção. Mas temos como corrigir, esta é a função dos amistosos.

Atuando no Morumbi, diante de plateia mais arredia, o time todo esteve preso, tenso, contaminado pelo clima ruim hoje no Brasil e numa São Paulo penalizada por greves duras nos transportes. Essa tensão apareceu nos muitos passes errados, incomuns em jogadores desse nível.

Não estou pessimista com a seleção. Esses testes servirão de alerta à comissão técnica. Temos tempo para fazer os ajustes e, principalmente, encontrar a calma necessária para a estreia.

É um momento especial e de muita tensão. A seleção precisa focar no torneio. Manifestação é manifestação, jogo é jogo.

Vai começar o maior espetáculo da Terra.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Balizando expectativas

A dez dias da Copa, não posso dizer que esteja entusiasmado com a seleção. Quem acompanha o futebol de perto sabe que não é prudente se entusiasmar muito, principalmente em torneios de altíssimo nível. Dito isto, tenho expectativa muito boa em relação ao nosso time.

Gosto do trabalho do Felipão. É um grande motivador dos jogadores e, fundamentalmente, um grande líder. Existem várias definições de bom líder. A que mais gosto é a que o bom líder é o que consegue tirar o melhor de todos os seus liderados em benefício do coletivo.

Felipão faz isso. Ele conseguirá extrair dos 11 em campo o melhor de cada um para o time. E seus selecionados são praticamente unanimidades nacionais, fato raro num país de 190 milhões de técnicos, o que já de início dá grande apoio ao treinador e à seleção.

Ao longo dos anos, desenvolvi quatro valores que julgo essenciais para o sucesso na vida –humildade; determinação e garra; disciplina e equilíbrio emocional. Felipão guarda todos eles, apesar de às vezes ser acusado de arrogante. Humildade não é voto de pobreza nem submissão. Humildade é saber ouvir e aceitar a opinião dos outros, é ser transparente com as pessoas. Isso aumenta a confiança dos outros em você e transmite segurança e determinação ao time.

Dos três adversários do Brasil na primeira fase, considero a Croácia a melhor equipe. Podemos, porém, ter mais dificuldades contra o México, adversário duríssimo que ganhou as Olimpíadas de 2012 contra um Brasil que já tinha Neymar, Thiago Silva, Marcelo, e Oscar.

Mas concordo com Felipão que o primeiro jogo sempre é o mais difícil. Tenho sentido nele muita segurança. E sua dupla com Parreira inspira confiança.

Portanto, temos bons jogadores, boa comissão técnica, e a Copa é no nosso país. Se começarmos bem, vencendo a Croácia, podemos esperar uma boa trajetória, mesmo numa chave que não é fácil e enfrentando, provavelmente, adversário muito forte nas oitavas.

Pesando tudo, estou esperançoso de que faremos uma boa Copa, dentro e fora de campo. Isso dará alegria muito grande a todos nós brasileiros.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

À procura do São Paulo

São-paulinos, há algum tempo venho tentando encontrar explicações para as atuações do São Paulo nos últimos jogos e continuo sem entender a razão de tanta letargia. O time de raça, que corria atrás de resultados e que mantinha um ritmo forte mesmo estando na frente do placar deu lugar a um inquieto e irregular, que por diversas vezes se vê refém da boa atuação de Paulo Henrique Ganso e das arrancadas de Osvaldo. 

Ontem, contra o Atlético Paranaense, não foi diferente. Aparentemente, o time escolheu jogar apenas 45 minutos e, mesmo assim, de forma fraca e tecnicamente ruim. Mais uma vez a zaga deixou a desejar e os erros de passes intensificaram a má qualidade do ataque. Igualmente ruim, a equipe do Paraná também teve dificuldades. No fim, empate foi um resultado justo, no qual ainda saímos no lucro: com um ponto conquistado fora de casa.

Para nós, torcedores, o São Paulo continua devendo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Duelo Tricolor

São-paulinos, quando digo que nosso time tem se demonstrado intranquilo, reforço minha opinião após partidas como a de ontem. No futebol, estamos sujeitos ao revés de uma virada, mas o golpe que tomamos ontem foi mais do que uma derrota, foi um alerta para nossa defesa, que atuou de forma desastrosa, permitindo não só a virada do Fluminense, mas uma amarga goleada.


Mais uma vez, os erros de passes foram decisivos também para a fraca atuação. Ganso foi importante nos lançamentos, Pato e Rogerio Ceni marcaram, mas uma fraca defesa nada pode fazer contra o ataque ofensivo do tricolor carioca. O time é desequilibrado. É preciso agir.