sexta-feira, 5 de março de 2010

A semana de Robinho

O que mais me chamou a atenção na boa partida protagonizada por Santos e Paulista foi a atuação de Robinho. Em menos de setenta e duas horas, o atacante atuou em Londres pela seleção brasileira - marcando um gol e meio -, voltou ao Brasil para juntar-se à equipe santista em Jundiaí, para então entrar na metade do segundo tempo e definir a partida a favor do Santos (3X2). Também fiquei admirado com  sua declaração ao final do jogo simples e direta: "Sou capitão do time e tenho que ter profissionalismo acima de tudo". Essas palavras, hoje em dia, são música para os ouvidos de qualquer torcedor. Espero que Robinho não se esqueça dessa frase no futuro.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Palmeiras: hora de arrumar a casa

A derrota do Palmeiras para o bom time do Santo André em pleno Parque Antartica não foi uma surpresa. Desde a última fase do Brasileiro-2009, a equipe alviverde não só perdeu o título e uma vaga na Libertadores, como também perdeu o rumo. A crise técnica e política travada nos bastidores se reflete diretamente no desempenho pífio do Palmeiras nesse campeonato paulista. Tentar achar e julgar os "culpados", agora, não resolverá o problema. O momento deve ser de tranquilidade para que Antonio Carlos consiga arrumar a casa para o próximo Brasileirão.   

Faltou inspiração e transpiração

Ontem, o Tricolor perdeu uma ótima oportunidade de se firmar nesse campeonato paulista. O empate diante do modesto Oeste, em Araraquara, mostra a falta de constância do time. Quem acompanhou a partida, mais uma vez, viu um São Paulo desorganizado e lento. As poucas chances criadas no primeiro tempo não foram aproveitadas por Washington, que ficou a maior parte do jogo isolado. As substituições realizadas por Milton Cruz não surtiram efeito: Leo Lima pouco fez e a estrela de Fernandinho dessa vez não brilhou. E para piorar Cléber Santana (em falta desnecessária) e Wellington (em lance desnecessário) foram expulsos. Não é a toa que ao fim da partida a torcida gritava "raça".    

segunda-feira, 1 de março de 2010

No conflito de gerações vitória da irreverência

Confesso que, a princípio, achava que a ausência de Robinho comprometeria a apresentação do Santos no clássico contra o Corinthians. Porém, o que se viu na Vila Belmiro, foi mais um espetáculo dos meninos da vila, que dominaram a partida desde o início. O técnico Dorival Júnior acertou ao escalar Marquinhos no meio de campo. Juntamente com Paulo Henrique Ganso, o meia deu mobilidade e segurança para Neymar e André reinarem na frente. Mas, o que mais me surpreendeu nesse jogo não foi a rapidez, os dribles ou os toques de bola do Santos. Fiquei surpreso com o nervosismo excessivo da equipe corintiana. Jogadores experientes como Ronaldo, Roberto Carlos e Chicão deixaram se envolver pelas traquinagens do jovem time santista. E o bom técnico Mano Menezes, em vez de colocar panos quentes, atiçou ainda mais os já incendiados brios corintianos. O descontrole corintiano pode ser constatado nos inúmeros cartões distribuídos para a equipe que, entre outras coisas, resultaram nas expulsões de Moacir e Roberto Carlos.